Mercado de galpões logísticos segue aquecido em São Paulo

Mesmo com baixa vacância e valorização dos aluguéis, o mercado paulista continua atraindo investimentos no setor de galpões.
O mercado de galpões logísticos em São Paulo continua dinâmico e aquecido, com uma taxa de vacância de 8,9% ao final do ano, segundo Maurício Nascimento, gerente executivo da Colliers, especializada em serviços imobiliários.
Com a baixa disponibilidade de imóveis prontos, os ocupantes começam a considerar novas possibilidades, o que pode alongar os ciclos de negociação e impactar momentaneamente a absorção. Apesar disso, o setor mantém uma perspectiva de crescimento positivo.
Segundo Nascimento, o perfil das locações mudou significativamente no último ano. Enquanto 2023 foi marcado por grandes transações acima de 30 mil metros quadrados, 2024 apresentou um maior volume de contratos, mas com áreas menores, geralmente até 15 mil metros quadrados. Esse movimento indica que o middle market deve ganhar mais espaço em 2025.
Outro aspecto relevante para o próximo ano é a valorização dos aluguéis. Com a demanda alta e a escassez de novos estoques nos próximos dois anos, os reajustes já superam a inflação, com aumentos reais em torno de 20%. Esse cenário é favorável para proprietários e desenvolvedores, que encontram um ambiente propício para renegociações.
Nascimento destaca também a escassez de grandes áreas no mercado. Empresas que buscam espaços acima de 50 mil metros quadrados enfrentam desafios para encontrar imóveis disponíveis, fortalecendo a tendência de pré-locações e contratos built-to-suit (BTS), que adaptam os projetos às necessidades dos ocupantes.
“A dinâmica do setor segue em ritmo acelerado, e o mercado logístico paulista continuará sendo um dos principais polos de crescimento e investimento no Brasil”, conclui o executivo da Colliers.
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